IFC promove IX Simpósio Nacional de Geografia da Saúde

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Instituto Federal Catarinense realiza a partir desta quarta-feira (19), a nona edição do Simpósio Nacional de Geografia da Saúde – Geosaúde. O evento tem como tema “Em defesa do SUS….MAIS Geografia”, e será sediado na Escola Técnica de Saúde (Etsus) de Blumenau – que também é parceria na organização.

O objetivo do IX Geosaúde é promover o fortalecimento do papel da Geografia nos modelos de gestão e práticas sanitárias, contribuindo assim para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS). Para tanto, reúne profissionais e pesquisadores de instituições públicas de Ensino e Saúde de diversas regiões do Brasil – e também de outros países, como Uruguai, Cuba e Argentina – em prol do aprofundamento das discussões teórico-práticas de Geografia e Saúde, o fortalecimento das redes nacionais e internacionais de pesquisadores, as trocas de experiências de diferentes contextos.

A programação segue até sexta-feira (21) e conta com palestras, apresentações de trabalhos científicos, minicursos e mesas-redondas, entre outras atrações. A cerimônia oficial de abertura do evento é no começo da noite, às 19h30, e conta com a entrega do prêmio científico Josué de Castro, do Consea-SP – que condecora iniciativas voltadas à formulação de soluções concretas para o combate à fome e a promoção da segurança alimentar e nutricional – e com conferência do médico sanitarista e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP José da Rocha Carvalheiro.

As atividades, no entanto, têm início já na manhã de quarta (19), com o Painel Jovens Pesquisadores; à tarde, serão realizados minicursos e oficinas.

Clique aqui e confira a programação completa do IX GeoSaúde. 

“Resumidamente, o Geosaúde é um simpósio nacional que reúne os geógrafos que estudam a Saúde”, explica o diretor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFC e coordenador-geral do evento, Eduardo Werneck. “O primeiro encontro foi em Presidente Prudente, há 18 anos, em uma época em que essa não era uma área conhecida dentro da Geografia; as pessoas até abordavam temas ligados à saúde, mas não tratavam isso como uma área específica do conhecimento da Geografia. Aquele primeiro evento foi uma tentativa de construir essa forma de pensar: ver a Geografia da Saúde como um ‘braço’ da Geografia – como, por exemplo, a Geografia Humana”.

De acordo com Werneck, a Geografia da Saúde tem como característica ser amplamente interdisciplinar. “Um pesquisador que se especializa nesta área tem como perfil ser uma pessoa curiosa; alguém que se encanta com um tema como poluição atmosférica ou alimentos transgênicos, por exemplo, e pesquisar o impacto destes fatores na saúde da população. E aqui no Brasil, nós temos um grande diferencial, que é o Sistema Único de Saúde (SUS) – que se apresenta como um ponto de convergência de conhecimento; sempre tentamos fomentar pesquisas que resultem em novas ações, novas práticas que possam fortalecer e melhorar os seus resultados.”

O tema do evento deste ano, “Em Defesa do SUS… mais Geografia”, é um reflexo direto desta relação. “A ideia surgiu em um momento em que começávamos a sentir os primeiros efeitos da emenda 29 (que estabelece um teto para os gastos públicos durante 20 anos). “Sabíamos que isso iria impactar a saúde, então pensamos que seria interessante como abordar com a Geografia pode contribuir para o SUS – principalmente em tempos de corte”, ressalta o organizador.

O coordenador-geral do IX Geosaúde conta ainda que a realização do evento em Blumenau oportunizou a inclusão de assuntos específicos no cronograma do evento. “Incluímos alguns temas que não haviam sido debatidos no âmbito da Geografia da Saúde. Um deles é o ensino técnico/tecnológico para o SUS – posto que temos aqui a ETSUS – e qual a expertise que a Geografia pode oferecer nesse contexto. Um segundo aspecto é relacionado à questão dos desastres naturais – principalmente aqueles que são potencializados pela ação do homem – e o impacto destes na questão da saúde das pessoas.”

Werneck destaca que o Simpósio conta com a presença de representante da União da Geografia Internacional (UGI), que vai vai conceder prêmios para os dois melhores trabalhos apresentados. “Para nós, é uma honra ter a participação da UGI no Geosaúde, uma vez que esta é a primeira vez que a organização concede premiações no Brasil – e, ainda mais, na área da Geografia da Saúde”.

O IX Geosaúde conta ainda com o apoio da Universidade Regional de Blumenau (Furb), do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), do CNPq e da Capes.

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller