IFC São Bento do Sul recebeu cerca de mil pessoas durante três dias da Micti e IF Cultura

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Cerca de mil pessoas participaram das atividades da XI Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (Micti) e IV IF Cultura, no IFC São Bento do Sul, de 6 a 8 de novembro. Durante estes dias, na Micti foram apresentados 248 produções. Entre elas, 29 projetos de extensão e 27 de pesquisa na modalidade ampla concorrência. Outros 83 projetos de pesquisa subsidiados pelo CNPq, além de 51 trabalhos de extensão e 58 de pesquisa, indicados pelos campi. No IF Cultura foram apresentadas 50 produções artísticas: sete de dança, quatro peças de teatro, 16 números musicais, dez poesias e 13 peças de artes visuais.

Ranúzy Borges Neves, coordenadora do evento, conta que sediar a XI Micti e IV IF Cultura foi extremamente desafiador para o campus. “Apesar de reduzida, a equipe que compôs a comissão organizadora foi muito comprometida e dessa forma conseguimos superar diversas limitações. Depois de tanto empenho e trabalho e de tudo que experimentamos nesses três dias de evento, só podemos agradecer à equipe, composta por servidores e alunos, aos grupos e artistas que se apresentaram na abertura e aos palestrantes que reforçaram a mensagem que o campus quis passar durante esses três dias: de que o caminho para as mudanças e melhorias na condição de vida no Brasil passa pela valorização da educação, da ciência e da cultura. Nosso maior desejo é que como instituição sejamos cada vez mais fomentadores de projetos de ensino, pesquisa, extensão e cultura, comprometidos com a ética e respeito, no intuito de sermos pessoas melhores para a sociedade em que vivemos”, declarou a coordenadora.

Na cerimônia de encerramento foram revelados os 30 melhores trabalhos da Micti, sendo 15 na categoria banner, apresentados pelos estudantes do Ensino Médio, e 15 na comunicação oral feita pelos estudantes dos cursos superiores. Foram apresentados também os 11 vencedores da mostra de Artes Visuais IF Cultura.

“Parabéns a todos! Tivemos aqui a oportunidade de conhecer ótimos projetos. Que vocês sejam a inspiração para demais estudantes e servidores. Participem dos projetos no seu campus e incentivem outros a inscreverem projetos. Estamos com editais abertos com recursos destinados para apoio de projetos de extensão e pesquisa”, motivou Fernando Garbuio, pró-reitor de Extensão e representante da reitora do IFC no evento.

“Tivemos um belo evento, com apresentações, trabalhos e palestras interessantes. Evento que só foi possível pelo comprometimento de cada um. Um agradecimento especial a vocês estudantes e professores e a todas os demais que ficaram no apoio, desde os motoristas que lhes trouxeram, assim como aqueles que trabalharam na organização e divulgação de todas as atividades”, destacou o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação, Cladecir Schenkel.

Equipe da organização do evento também foi destacada pelo diretor geral do IFC São Bento do Sul, Samuel Henrique Werlich. “Agradecimento a cada um de vocês que se uniram para realização do evento. Vocês foram fundamentais e mostraram o potencial que nosso Instituto possui. O desafio foi grande, mas conseguimos nos superar”, enfatizou o diretor ao convidar toda equipe para o palco na cerimônia de encerramento.

Encerrada a Micti e o IF Cultura, os trabalhos serão reiniciados para organização das edições de 2019 programadas para o IFC Brusque. “A comissão organizadora de 2018 parabeniza as delegações dos 15 campi do IFC pelos excelentes trabalhos apresentados. Tivemos um evento inspirador, certamente. E que o próximo seja ainda melhor! Vai que é tua, Brusque!”, finalizou Neves.

Mesa-redonda

Na quinta-feira, a noite, o campus recebeu os professores Jaqueline Soares, da Universidade Federal de Ouro Preto, e Eduardo Pacheco, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, para comporem a mesa-redonda “Ciência para a redução das desigualdades”.

Soares foi uma das sete pesquisadoras brasileiras vencedoras da 13ª edição do “Para Mulheres na Ciência”, programa da L’Oréal Brasil em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Prêmio conquistado pela pesquisa sobre uso de nanopartículas de pedra sabão para ampliar a resistência de próteses ortopédicas e dentárias, utilizando um elemento abundante e característico da região de Ouro Preto para melhorar a qualidade de vida dos pacientes usuários de próteses. “Precisamos acreditar no nosso potencial, usar a pesquisa como fonte de melhorar a vida da população e desafiar nossos próprios limites. Mesmo sendo uma professora do interior de Minas Gerais, consegui ficar entre as melhores em 2018”, enfatizou a professora da Ufop.

Pacheco possui um trabalho voltado para a formação de professores interessados em problematizar sobre a arte dentro do contexto educacional, fazendo com que professores possam estabelecer relações entre a música e processo educativo, discutir os aspectos sociais e culturais que envolvem a música e os instrumentos musicais e criarem uma conexão enquanto área de conhecimento e processo educativo. “Pandeiro é tido como um instrumento símbolo da música brasileira, mas foi criado na Ásia. Entretanto, em cada país ele pode ser tocado de uma forma. Entender o porquê dessas variações nos dá oportunidades de explorar os instrumentos”, instigou o músico.

 

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Texto: Cecom/Reitoria – Rosiane Magalhães
Fotos: Cecom/Reitoria – Paôla F Dahlke; Rosiane Magalhães; Thomás Müller