Menu principal
 

Campi do IFC realizam atividades em alusão ao Dia da Consciência Negra

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O Instituto Federal Catarinense realizou, na última semana, atividades relativas ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado, desde 2011, em 20 de novembro (Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011).

O Campus São Bento do Sul recebeu uma palestra da presidente da União Nacional LGBT do Espírito Santo, Pandora da Luz. Pandora é designer de moda e tem uma longa trajetória como ativista e militante em favor dos direitos dos negros. A palestra deu aos participantes a chance de ouvir as experiências, vivências e os conhecimentos da ativista. De maneira didática e firme, Pandora falou sobre a cultura dos afrodescendentes e a não aceitação desta no Brasil, as injustiças cometidas contra os negros, o racismo, as desigualdades históricas e outras questões que precisam ser discutidas, visto que ainda há muito a ser superado e corrigido na busca por menos disparidades entre negros e brancos.

O Campus Rio do Sul realizou, de 16 a 22 de novembro, a I Semana da Consciência Negra. Na oportunidade, aconteceram exposição de quadros, de livros de escritores negros, roda de conversa sobre a data, conversa dançada e apresentação cultural. A semana foi organizada pelo projeto de extensão “Gênero e Diversidade: a construção de um saber”, do curso de Pedagogia.

No Campus Camboriú, aconteceu, em 20 de novembro, o II Seminário de Educação e Socialização de Estágios – Anos Iniciais e Gestão, além de uma exposição de livros na biblioteca do campus. Na abertura do evento, cujo cronograma coincidiu com o Dia da Consciência Negra, foi mencionada, no discurso de abertura, a importância da data, celebrada historicamente em virtude à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Na ocasião, destacou-se a relevância e a premente necessidade da reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, na medida em que, ainda hoje, se vê proliferarem atitudes racistas que mostram a carência da consciência humana. Além da discriminação racial, a população negra no Brasil ainda encontra-se em desvantagem em relação aos brancos em muitos aspectos, tais como renda, educação, saúde, emprego, habitação e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

No Campus São Francisco do Sul, a cantora e compositora Dandara Manoela, melhor cantora de Santa Catarina em 2017 segundo o Prêmio Catarinense de Música, apresentou um repertório de canções de sua autoria no show “Retrato Falado”, no dia 21 de novembro. Nas composições repletas de emoção e sensibilidade, são retratadas diversas experiências relacionadas ao cotidiano das mulheres, especialmente as afrodescendentes, no Brasil. No dia 22 de novembro, foi a vez da exibição do curta-metragem “Antonieta”, que aborda a trajetória de Antonieta de Barros, importante professora e jornalista catarinense, que foi eleita a primeira deputada negra do Brasil. Na ocasião, a diretora do curta, Flávia Person, comentou os principais aspectos do filme e da etapa de concepção e execução do projeto, dando destaque especial ao fato lamentável de que a cultura afrodescendente em Santa Catarina sofre diversos processos de silenciamento, e que Antonieta deveria ser conhecida por todos como uma grande referência de experiência histórica engajada e de resistência às adversidades e desigualdades que interferem na vida da população brasileira.

Texto e imagens: Cecom/Reitoria, com informações de Cecom/SBS, Cecom/SFS, Cecom/Rio do Sul e Cecom/Camboriú.