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Conhecimento que transcende a sala de aula: eventos do IFC promovem reflexões e diálogos

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Na programação da X Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (Micti), os participantes puderam conhecer projetos de pesquisa, ensino, extensão desenvolvidos no próprio Instituto e em outras instituições de ensino do Brasil. No III IFCultura, atividades artísticas de alunos matriculados no IFC incentivaram a expressão artística, nas diversas linguagens, com reflexões humanísticas e sociais.

Os eventos foram realizados no Campus Camboriú, nos dias 08 e 09 de novembro, e contaram com a participação de alunos dos quinze campi do IFC e de instituições externas. Para o aluno Moacyr Henrique, do curso Técnico Integrado em Informática do Campus Fraiburgo, participar desses eventos foi uma oportunidade única: “Além de apresentar meu projeto, pude conhecer outros e agregar conhecimento à minha formação”, disse. Sandra Carvalho, aluna do curso superior em Pedagogia do Campus Camboriú, também gostou muito de participar da Micti e do IFCultura: “É a primeira vez que eu participo, e estou achando muito legal. Os dois eventos vêm a acrescentar o conhecimento que eu tenho adquirido na sala de aula, por apresentar diversos temas”.

A edição de 2017 da Mostra foi um evento comemorativo, que fechou a primeira década de iniciação científica na instituição. A Diretora de Desenvolvimento Educacional do Campus Camboriú, professora Sirlei de Fátima Albino, conta que a Micti começou no ano de 2006, no Campus Camboriú, antes mesmo da formação do Instituto Federal Catarinense, como uma iniciativa de tentar fomentar a pesquisa no ensino médio e técnico, pois, até então, o campus não possuía o ensino superior. “Naquela época, as condições para a pesquisa e a extensão eram bem diferentes, não havia bolsas, não havia incentivo, não havia fomento para esse tipo de atividade. A Mostra se iniciou com um grupo pequeno de professores e servidores, num evento que contou com poucas instituições da Região Sul participando da edição de 2006”, lembra Sirlei. Segundo ela, já na edição de 2007, o número de participantes duplicou, e o evento passou a ter amplitude nacional. “No ano de 2008, nós contamos com o financiamento da Secretaria de Educação Básica do MEC, e, naquele ano, devido a uma enchente no período previsto para a Micti, o evento foi transferido para abril de 2009. Por isso, a décima edição acontece 11 anos depois da primeira. Com a criação do Instituto Federal Catarinense, a Micti criou asas e tornou-se um evento institucional, que passa por todos os campi do IFC. É uma honra pra nós, do Campus Camboriú, onde nasceu o evento, que ele tenha voltado para esse espaço em um momento comemorativo”, destaca Sirlei. Há três anos, o IFCultura, evento que incentiva as diversas linguagens artísticas, vem sendo incorporado à Micti, proporcionando crescimento profissional e enriquecendo os espaços educacionais.

Em 2017, além dos alunos do IFC, a Micti teve a participação de alunos do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CTUR/UFRRJ), do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “A Micti não é só do IFC. Ela é da Rede Federal de Ensino”, ressalta a professora.

As apresentações culturais dos alunos do IFC no IFCultura incentivaram a reflexão, o questionamento. Para a Banda Aresta, formada por alunos do curso Técnico Integrado em Informática do Campus Avançado Sombrio, toda forma de arte é uma forma de expressão e de militância: “Por isso, a gente se posiciona dessa maneira: queremos fazer música boa e também falar algo”, ressaltou Letícia Rabelo Santos, integrante da banda, que dedicou uma das músicas a todas as meninas e mulheres presentes, lembrando-lhes que o lugar delas é onde elas quiserem e que cada uma é a sua ‘própria casa’. Já o grupo de dança 7th Sense, do Campus Camboriú, trabalhou a questão da diversidade por meio da música “Sua cara” (gravada pelo trio americano Major Lazer, com participação de Anitta e Pabllo Vittar): “Eu senti uma energia positiva. Houve uma comunicação muito boa da platéia com a nossa apresentação”, destacou Luiz Gustavo (ou Louise Kabaak), aluno do curso Técnico Integrado em Controle Ambiental. Para Matheus Siegle, estudante do curso Técnico Integrado em Agropecuária e dançarino do grupo, “apresentar no IFCultura foi surreal. Eu nunca imaginei que tanta gente ficaria tão feliz com a nossa dança e de ver uma dragqueen dançando. Foi muito bom!”.

As apresentações culturais realizadas durante a III IFCultura podem ser conferidas na página do Facebook Parada Cultural – IFC Camboriú.

Texto: Cecom/Reitoria.

Imagens: Cecom/Reitoria.