Menu principal
 

X Micti e III IFCultura acontecem no Campus Camboriú

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A abertura da décima Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar (Micti) e do terceiro IFCultura aconteceu na tarde de ontem (8) no Campus Camboriú do Instituto Federal Catarinense (IFC). Os eventos, que têm sido realizados de maneira concomitante há três anos, seguem com a programação até hoje (9). A simultaneidade reflete o caráter interdisciplinar e integrador do conhecimento: a proposta é mesclar pesquisa, extensão e ensino com atividades artístico-culturais.

A cerimônia que deu início às atividades refletiu significativamente na responsividade do público presente, que lotou o auditório do campus, diante dos assuntos elucidados nas falas dos representantes da gestão do IFC e da organização dos eventos. A ocasião possibilitou a reflexão, por meio de discursos de servidores e apresentações culturais, acerca da importância desse tipo de acontecimento integrador na formação dos estudantes e na valorização da educação pública, gratuita e de excelência no cenário educacional brasileiro.

A Micti é um evento científico de exposição multidisciplinar, promovido e coordenado pelo IFC, que visa proporcionar a divulgação de trabalhos de pesquisa e de extensão desenvolvidos no próprio Instituto e em outras instituições de ensino do Brasil.

Segundo o diretor do Campus Camboriú, Rogério Luís Kerber, esta edição do evento tem um significado especial: “A primeira Micti foi realizada aqui, em 2006, quando a unidade ainda não havia sido alçada à condição de Instituto Federal (IF). Quando nos transformamos em IF, o evento se tornou itinerante. Agora a Micti retorna ao campus de origem e mostra o seu crescimento.” O Campus Camboriú constitui a mais antiga das unidades do IFC, fundada em 1953 como Colégio Agrícola de Camboriú. Em 1968, a unidade passou a fazer parte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e assim permaneceu até a criação dos Institutos Federais.

Há três anos, o IFCultura vem sendo incorporado à Micti. A opção pela coexistência tem sido exitosa, na medida em que a exposição conjunta da pesquisa, da extensão e das manifestações artísticas e culturais possibilitam um olhar mais sensível ao desenvolvimento social e educacional. De acordo com o diretor da unidade do IFC que sedia o evento, os alunos do campus participaram ativamente de sua organização. “Os estudantes do curso técnico em Hospedagem, por exemplo, ajudam no credenciamento e colocam em prática os conteúdos curriculares”, conta Rogério.

A Mostra é composta por duas modalidades de apresentação de trabalhos a partir das quais os estudantes expõem sua produção científica, tecnológica ou de inovação: apresentação oral, realizada pelo ensino superior; e apresentação de pôsteres, cujos autores são alunos do ensino técnico. Os participantes do evento são estudantes matriculados em cursos técnicos ou de graduação em instituições de ensino públicas ou privadas, que desenvolvem atividades de pesquisa e/ou extensão sob a orientação de pesquisadores/extensionistas.

O IFCultura é um evento exclusivo a alunos matriculados no IFC e visa incentivar a expressão artística, nas diversas linguagens, com reflexão sobre humanidade e educação. As apresentações se distribuem em cinco modalidades: música (solo, dupla ou grupo), dança (solo, dupla ou grupo), artes visuais (pintura, escultura, desenho, gravura ou instalação), poesia e teatro. Os participantes são discentes matriculados nos cursos técnicos ou de graduação do IFC.

Para a reitora do IFC, Sônia Regina de Souza Fernandes, os eventos, que recebem alunos de todas as unidades do IFC e de outras instituições de ensino,  vão ao encontro das finalidades e dos objetivos da lei de criação dos Institutos Federais (Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008), dentre as quais se podem destacar as referidas nos incisos V, VII, VIII e IX (art. 6º) do mencionado dispositivo legal. “A Micti e o IFCultura são a materialização do que preveem nossos objetivos e nossas finalidades, e retratam notadamente o papel de uma instituição como a nossa”, explica a magnífica reitora. O estímulo ao desenvolvimento de espírito crítico, voltado à investigação empírica, o desenvolvimento de programas de extensão e de divulgação científica e tecnológica, a realização de pesquisa aplicada, de produção cultural, do cooperativismo, e a promoção da transferência de tecnologias sociais são especificidades finalísticas da constituição dos Institutos Federais que, certamente, estão bem representadas na programação dos eventos.

A Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar se propõe a tonar públicas as ações e os projetos desenvolvidos por estudantes, de modo que expõe, em estandes estruturados no ginásio do campus e nas salas de aula em que as apresentações orais acontecem, os resultados e as discussões de  atividades de pesquisa e extensão pensados em consonância com os objetivos dos IFs, dentre os quais se podem citar a realização de pesquisa aplicada, que estimula o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas benéficas à comunidade, e as atividades de extensão relacionadas aos princípios e às finalidades da educação profissional e tecnológica, em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais, e com ênfase na produção, no desenvolvimento e na difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos.

Para Sônia, “o evento estimula o desenvolvimento de atividades de pesquisa, extensão, artísticas e culturais, e o compartilhamento de saberes entre estudantes e servidores do IFC e de outras instituições. Trata-se de um espaço que contribui para a formação do senso crítico, do aprender a pensar, que se constitui como um dos grandes desafios contemporâneos. O Instituto Federal Catarinense vem fazendo isso de maneira bastante significativa. Prova disso são os trabalhos expostos neste evento e as apresentações culturais que ilustram, em grande medida, a valorização das diferenças humanas e a necessidade de se conscientizar acerca da luta pelo direito e o espaço social de todos”.

O discurso da reitora, na cerimônia de abertura dos eventos, conduziu o público à reflexão de que as atividades de ensino, pesquisa e extensão são socialmente relevantes e pertinentes à medida que seus resultados nos tornam cada vez mais humanos.

 

Texto: Cecom/Reitoria.

Imagens: Cecom/Reitoria e Cecom/São Bento do Sul.