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Seminário de matemática amplia e debate o ensino de matemática

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Estudantes do ensino fundamental e médio criaram durante o VI Seminário Nacional de Avaliação e Gestão das Feiras de Matemática uma atmosfera única. É a primeira vez em que se debatem as feiras e, para conhecimento dos participantes, se monta uma estrutura similar no local com trabalhos apresentados nas etapas catarinense.

Confira abaixo o áudio com Araceli, as estudantes Caroline e Naiara, e com Fátima sobre as feiras de matemática.

As estudantes do ensino médio Caroline Figueiredo e Naiara Beber, de Rio do Sul, apresentaram o trabalho As palavras através dos números. Participantes do Clube de Matemática, elas veem a disciplina com facilidade. “O gosto pela matemática acabou sendo despertado porque conseguimos aplicá-la no nosso dia-a-dia. Podemos abordar temas presentes e importantes para a sociedade e, estudante e aplicando, você descobre muitas coisas”, dizem elas.

Com um estande repleto de abóboras, os estudantes do ensino fundamental Gian Eduardo Alves e Mikaela Fernandes, de 12 anos, apresentaram o trabalho Abobomática. O projeto nasceu em uma escola municipal de Rodeio e despertou o interesse de todos que passaram pelo local. “Tudo começou pela escolha da abóbora, um alimento quase toda a turma nunca consumia. Construímos uma horta na escola e toda a turma (22 alunos) aprendeu vários conceitos matemáticos com o caso”, conta a professora Jordana Pezzini.

Bem em frente estava a dupla do ensino fundamental de Videira, Nathália Mello e Kevin Rosa, que apresentou o trabalho O carteiro chegou. “É muito bom aprender alguma coisa e dividir com as pessoas, algo interessante”, diz Nathália.

O VI Seminário Nacional de Avaliação e Gestão das Feiras de Matemática aconteceu no Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú, de 5 a 7 de julho, e contou com participantes de diversas partes do Brasil. O objetivo principal foi promover a capacitação de dirigentes educacionais, professores e estudantes das redes pública e privada de ensino para a gestão e organização de Feiras de Matemática, orientação e avaliação de trabalhos e propor subsídios teórico, científico e metodológicos para a organização das feiras.

Segundo Araceli Gonçalves, professora de Matemática no IFC – Campus Camboriú e coordenadora do evento, trazer uma minifeira de matemática para o Seminário foi uma ação estratégica. “Muitos dos participantes vêm para conhecer mais sobre as feiras e desenvolver a atividade nos seus estados e cidades. Nada melhor do que vivenciar como acontece uma feira, por isso montamos esse espaço de experiência como forma de mostrar como é organizada uma feira de matemática”, explica ela.

O IFC tem uma relação histórica com as feiras de matemática. Conforme Fátima de Oliveira, professora de Matemática no IFC – Campus Rio do Sul, a relação nasce em 1996 quando a unidade ainda era escola agrotécnica. “A partir de 2000 se constituiu a comissão permanente, e o IFC sempre foi muito ativo no pensar as feiras. Ampliando assim, em 2012, a realização da feira na Bahia por meio da assinatura do Termo de Cooperação Técnica com a Furb. Hoje temos feiras em mais de seis estados, sendo que o papel do IFC foi fundamental para expandir as feiras para o Brasil”, diz ela.

Para a reitora do IFC, Sônia Fernandes, ao estarem nas Feiras de Matemática, os estudantes se apropriam do conhecimento e relacionam a matemática com a vida. “A formação integral parte da ideia do sujeito ser protagonista da construção do conhecimento e, por meio das Feiras de Matemática, conseguimos fomentar essa formação. Assim, o IFC amplia o debate e construção em torno do ensino da matemática e aprofunda, com outras instituições, o espaço para integrar as redes públicas”, frisa ela.

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ABERTURA

A solenidade de abertura do evento aconteceu às 13h30 do dia 05 de julho no Auditório do Campus Camboriú. Fernando José Garbuio, pró-reitor de Extensão e no ato representando a reitora do IFC, disse que as feiras de matemática ocupam um espaço importante. “Este momento é fundamental para debater esses eventos, sendo também uma das missões dos Institutos Federais fomentar tais práticas. É uma satisfação recebê-los e dialogar sobre as próximas feiras”.

*Texto, áudio e fotos: Cecom/Reitoria, por Nicole Trevisol | Jornalista MTE 02499 JP-SC.